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Rita de Cássia de Oliveira Leite

Com o intuito de cursar Física numa universidade alemã, decidi que o primeiro passo seria aprender alemão. Deste modo, vim para Berlim, para um curso de trinta dias na Freie Universität, onde adquiri uma certa base e tive contato com colegas de outras nacionalidades.

Voltando ao Rio, matriculei-me num Instituto bem conhecido, onde me destinaram ao segundo período. Após a primeira aula, porém, vi que já dominava quase todo o conteúdo e fui para o terceiro período. Se eu continuasse a aprender alemão no Brasil, demoraria muito para atingir o nível que consegui em cinco anos; então, decidi começar uma nova fase aqui.

Chegando em janeiro de 2004, em pleno inverno, fui logo estudar alemão no Instituto Eurasia, cinco dias por semana. O teste de nivelamento remeteu-me ao nível correspondente ao último do curso básico de alemão. Na turma, outros alunos — chineses, vietnamitas, japoneses, norte-americanos, gregos etc. — também desejavam passar no exame de alemão, a fim de poderem matricular-se numa universidade.

Não apenas em sala de aula, mas ainda em passeios, em idas a museus e a monumentos históricos, os professores sempre procuravam empenhar-se ao máximo para que fossem superadas não somente as dificuldades linguísticas, mas também as diferenças culturais. Não se aprende um idioma sem ao menos tentar compreender a mentalidade e as crenças culturais de uma nação. Sendo uma capital europeia, Berlim atrai turistas e várias outras pessoas que decidem viver por algum tempo aqui, estudar, trabalhar, aprender alemão. A cidade, sobretudo nos fins de semana, fica repleta de turistas, e no S-Bahn não se ouve somente alemão...

Voltando ao tema inicial, após dois meses encerrei o ciclo básico, cursei em quatro meses o nível médio (Mittelstuffe) e depois o avançado (Oberstuffe). Em novembro de 2004, só nove meses após chegar a Berlim, passei com excelente desempenho no TestDaf, exame equivalente ao DSH, e assim garanti minha matrícula na Humboldt-Univesität. Iniciando no semestre de verão de 2005, continuei estudando alemão e focalizando a fonética, pois os Umlauts são de difícil pronúncia, assim como o nasal do português é difícil para os alemães...

Hoje, cinco anos mais tarde, sendo quase quatro dentro do Instituto de Física na Humboldt, estou começando a escrever a tese do meu diploma. Construí também um círculo de amizades aqui, sinto-me totalmente integrada. Quanto à língua, consegui dominar um bom vocabulário, além de falar, ler, escrever e entender quase 95%. Os 5% restantes servem como motivação para aprender mais...

 

Mein großer Wunsch war es, an einer deutschen Hochschule Physik zu studieren. Doch dafür mußte ich zunächst einmal Deutsch lernen. So flog ich im Sommer 2003 nach Berlin und besuchte dort einen einmonatigen Intensivkurs an der Freien Universität.

Dort habe ich neben vielen Kontakten zu Menschen unterschiedlichster Nationalität eine erste Grundlage in der deutschen Sprache erworben, die mir, als ich zurück nach Rio kam, half, am GoetheInstitut gleich in das dritte Semester eingestuft zu werden. Trotzdem merkte ich schnell, dass es in Brasilien sehr lange dauern würde, bis ich so viel Deutsch gelernt hätte, um an einer deutschen Hochschule studieren zu können. Deshalb kehrte ich Anfang 2004 nach Berlin zurück. An einem Freitag bin angekommen und Montag der darauffolgenden Woche habe ich beim Eurasia Institut begonnen. Nach einem Einstungstest bin ich in den höchsten Kurs der Grundstufe gekommen. Fünfmal die Woche hatte ich dann Deutsch zusammen mit Sprachschülern aus China, Vietnam, Japan, den USA. Die Lehrer waren sehr nett und hilfsbereit. Wir haben zusammen Museen besichtigt, sind ins Konzert gegangen und haben insgesamt viel von Berlin kennen gelernt. Niemand kann eine Fremdsprache lernen, ohne die Mentalität, die Kultur eines Landes zu verstehen. Hierbei haben mir die Lehrer von Eurasia sehr geholfen.

Berlin ist eine internationale Stadt. Es gibt tausende Menschen, die hierher kommen, um zu arbeiten, zu studieren, Deutsch zu lernen oder aber einfach nur die Stadt zu genießen. Gerade an den Wochenenden hört man in der SBahn neben Deutsch jede Menge anderer Sprachen. Nach zwei Monaten habe ich den Grundkurs beendet, nach vier Monaten die Mittelstufe und dann kam die berstufe. Nach 9 Monaten seit meiner Ankunft in Berlin habe ich den TestDaf, die Voraussetzung für einen Studienplatz in Deutschland, mit einer sehr guten Note bestanden und daraufhin einen Studienplatz für Physik an der HumboldtUniversität erhalten. Dort habe ich im Sommersemester 2005 mit meinem Studium angefangen. Heute, fast fünf Jahre später, bereite ich mich auf meine DiplomArbeit vor. Ich habe viele Freunde gefunden und fühle mich hier zu Hause. Auch verfüge ich über einen guten Wortschatz und verstehe fast 95% von allem, was gesprochen wird. Die letzten 5% sind "Motivation", um immer mehr zu lernen....